A empresa Efacec, localizada na Maia, celebrou o investimento de 2,5 milhões de euros na produção de carregadores de veículos elétricos, o que abre caminho ao seu objetivo de se posicionar como líder mundial na mobilidade elétrica. Este investimento, inaugurado esta semana, permitirá à empresa portuguesa obter resultados de curtos prazo, como aumentar a produção de carregadores para baterias elétricas de grande potência (de 1000 para 3800, prevê-se), o que implica a criação de novos postos de trabalho, de 112 para 190; e resultados previstos para os próximos anos – aumentar o volume de negócios de 26 para 100 milhões de euros.

Uma “referência do melhor que se faz em engenharia”, segundo o CEO da empresa, é uma descrição exata do trabalho desenvolvido nos seus centros de investigação particulares com estreita relação com a Universidade do Porto. Uma relação com um histórico de 25 anos e que assinalada marcos como a liderança na produção de carregadores rápidos com potência na ordem dos 350 Khw.

Tão rápidos, afiram os investigadores do centro, que superam já os carregadores da Tesla. Segundo, João Peça Lopes ao Jornal Público “os carregadores da Efacec conseguem resultados em 15 minutos” contra os 60 minutos da Tesla, que prometeu o ano passado desenvolver baterias solid-state em 2023, ou seja, que se carregam num minuto. Por enquanto, o record fica por cá.

A empresária Isabel dos Santos deslocou-se ao evento na Maia, onde elogiou e reconheceu o mérito da empresa, adiantando que “Estamos no centro da revolução da mobilidade elétrica” e no caminho da “descarbonização da economia” e rematou que “ em 2050 as bombas de gasolina serão o mesmo que hoje são as cassetes”.

Portugal no centro da revolução da mobilidade elétrica

Para além do investimento na tecnologia de impulso à mobilidade sustentável, a Efacec quer tornar o conceito tangível para o consumidor e, por isso, integrou o consórcio europeu que colocará nas auto-estradas europeias 400 estações de carga.

A BMW também fechou negócio com os portugueses, assim como a Porsche, em parcerias para a construção de veículos. As baterias elétricas da empresa emanam energia além fronteiras e são vendidas para estações de carga na europa e nos EUA, onde a potência é equiparável à do Tesla Supercharger. Este poderia ser um exemplo do caminho que deverá ser traçado na revitalização da economia portuguesa que, atualmente, dependente maioritariamente da venda de serviços e, residualmente, na produção, ou seja, bens de valor acrescentado, diferenciados e de forte competitividade.  A Efacec prevê, assim, que os 6% do seu volume de negócios correspondentes à mobilidade elétrica ascendam a 15% muito em breve.

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