Transportes e logística exigem acompanhar a revolução digital de forma mais otimizada

No Natal passado, há apenas umas semanas, gerou-se o caos devido ao elevado número de pedidos online feitos nesta época festiva. Poderiamos estar a falar de um panorama em que a revolução digital, nomeadamente o comércio eletrónico, está a transformar o sector dos transportes e logística. Na verdade, este último nem sempre está preparado para acompanhar as rápidas mudanças e tendências das novas tecnologias e seus utilizadores.

Principalmente quando falamos de centenas de pedidos de última hora, para serem entregados no dia 23 de Dezembro, desde plataformas como a Amazon, a que algumas transportadoras não conseguiram dar resposta. Maria João Nogueira, cliente da Amazon, avançou em entrevista ao DN: “Fiz a encomenda a 12 de dezembro. A Amazon assegurava a entrega antes do Natal, para dia 21.” O que não foi possível, obrigando-a a cancelar o pedido.

Efetivamente, a cadeia de transportes, correspondência e de toda a rede logística em diferentes actividades e sectores sofreu, nos últimos tempos, uma profunda revolução provocada pelo desenvolvimento digital. Falamos hoje em dia de delivery food, de apps que num só clic nos levam o jantar a casa, de farmácias online, de e-commerces com entregas express ou same day delivery; jargões da internet das coisas que devem ser sustentados e conduzidos por uma sólida estrutura offline. Muitas empresas, tanto de estafetas, como restaurantes com entregas ao domicílio e apps de entrega de comida a casa optaram já pelo aluguer de motas e de frotas de scooters para dar resposta aos crescentes pedidos dos consumidores.   

Por outro lado, especificamente ao nível da logística portuária, os operadores exigem que o Estado tome medidas na implementação de acções que permitam melhorar a competitividade do sector e, consequentemente, estarem preparados para dar resposta aos clientes finais. Segundo Vieira dos Santos, administrador do Yilport de Leixões: “Hoje falamos de mercados multipolares e em smart ports [portos inteligentes], em que o porto tem de estar integrado na comunidade (…) O comércio electrónico tem um problema que nós, da logística, temos de resolver: levar o produto à casa das pessoas”, afirma ao Público, defendendo também a necessidade do desenvolvimento de uma estrutura de big data, análise de dados, que permita otimizar o trabalho dos operadores, isto é, um broker de dados que unifique o sector dos transportes e logística dos portos portugueses.

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